05 setembro 2008

que bom é ser

qualquer coisa, assim, ao léu,

uma pluma de vender,

um pensamento, um chapéu,

enfim ser, tão-somente isto,

ser apenas pelo meio,

sem um nome,

sem um misto de ancoragem ou de enleio,

ser nada (não é possível)

ser tudo (mas é demais)

ser então o indefinível

nem tão pouco, nem demais.

(Armindo Trevisan)

2 comentários:

Graciela Lize disse...

Lindo!!

ocasodoacaso disse...

Ser tão somente quem se é,
sem enfeites, sem laços,
sem lápis de colorir...
Já é tão difícil ser quem se é,
com tantos defeitos e tanta falta de coragem.