24 julho 2009

"Regalei-me com palavras, sim, palavreas que jorravam da reunião daqueles irmãos campestres, essas palavras que, às vezes, ganham em deleite das coisas da carne. As palavras: escrínios que recolhem uma realidade isolada e metamorfoseiam num momento de antologia, mágicos que mudam a face da realidade embelezando-a com o direito de se tornar memorável, guardada na biblioteca das lembranças. Toda vida só é vida pela osmose da palavras e do fato, em que a primeira reveste o segundo de seu traje de gala. Assim, as palavras de meus amigos de fortuna, aureolando a refeião com uma graça inédita, tinha, quase sem que eu quisesse, constituído a substância do meu festim, e o que eu apreciara com tanta alegria era o verbo e não a carne." (Muriel Barbery)

3 comentários:

Solange Maia disse...

Que máximo isso tudo Mariah...

Adorei o truque para fazer arco-íris, as fotografias, os textos... nossa.... gostoso quando acontece assim, de repente : pluf... acho m blog maravilhoso !!!!!

Beijo,

Solange

http://eucaliptosnajanela.blogspot.com

Mågø Mër£Îm disse...

Pois bem, pare de rodear a borda... e mergulhe sempre que quiser... rs
Foi bom vir aqui... como no texto... de mim tbm jorram palavras

Beijo

Juan Carlo Moravagine disse...

Todavia, sabiam que a palavra semeada em determinada alma poderia trazer resultados milhares de vezes maiores do que aqueles eventualmente oriundos do conhecimento obtido através de livros ou da ciência comum.

Krishnamurti